
Meta O CEO Mark Zuckerberg faz um discurso durante o evento Meta Connect em Menlo Park
REUTERS/Carlos Barria
O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, atribuiu as demissões em massa planejadas na controladora do Facebook ao aumento dos investimentos em inteligência artificial.
Ele também não descartou novos cortes de pessoal, em comentários feitos a funcionários durante uma reunião da empresa nesta quinta-feira (30).
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“Temos basicamente dois grandes centros de custo na empresa: infraestrutura de computação e coisas voltadas para as pessoas”, disse Zuckerberg.
“Se estivermos investindo mais em uma área para atender à nossa comunidade, isso significa que teremos menos capital para alocar na outra. Portanto, isso significa que precisamos reduzir um pouco o tamanho da empresa”, acrescentou.
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Segundo Zuckerberg, os cortes na força de trabalho não estão relacionados à reorganização das equipes da Meta em torno de uma nova estrutura “nativa de IA”, nem aos esforços para criar agentes de IA capazes de executar tarefas de trabalho de forma autônoma.
O silêncio que a empresa vinha mantendo sobre as demissões em massa gerou indignação entre funcionários da Meta.
Isso ocorre em meio a anúncios sobre a “transformação” organizacional orientada para IA, bem como uma nova iniciativa para rastrear movimentos do mouse, cliques e pressionamentos de teclas dos funcionários para treinar agentes de IA.
Em alguns casos, os funcionários criticaram abertamente Zuckerberg e outros líderes da empresa no fórum interno de mensagens da Meta sobre as mudanças, de acordo com cópias dos comentários vistos pela Reuters.
“Fazer com que todos usem internamente as ferramentas de IA e fazer o trabalho de forma mais eficiente não é o que está causando as demissões”, disse Zuckerberg aos funcionários, embora tenha acrescentado que “veremos como todas essas coisas evoluem” e disse que a empresa “poderá compartilhar mais em breve”.
A sessão desta quinta-feira marcou a primeira vez que Zuckerberg se dirigiu diretamente aos funcionários sobre as demissões em massa desde que a Reuters noticiou o plano pela primeira vez, em março.
A Meta pretende demitir cerca de 10% de sua força de trabalho em 20 de maio e está planejando cortes adicionais para o segundo semestre do ano.
Zuckerberg e outros executivos confirmaram as demissões em massa de maio, mas se recusaram a falar sobre outros planos além desse.
“Eu gostaria de poder dizer a vocês que tenho um plano de bola de cristal para os próximos três anos sobre como tudo isso vai se desenrolar. Não tenho. Acho que ninguém tem”, disse ele.
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Zuckerberg atribui demissões em massa na Meta a investimento em IA e não descarta novos cortes



