Cristãos pedem proteção para pastores na Colômbia


Uma campanha foi lançada na Colômbia com o objetivo de restabelecer mecanismos especiais de proteção para líderes religiosos, após o aumento de casos de assassinatos, desaparecimentos e sequestros atribuídos a grupos armados no país.

A iniciativa é liderada pela Christian Solidarity Worldwide e concentra esforços na retomada das garantias previstas nos Decretos 1066 e no Sistema Nacional de Proteção.

Segundo a organização, em 2023 o governo colombiano retirou líderes religiosos da lista oficial de grupos considerados especialmente vulneráveis à violência. Com isso, pastores e outros representantes religiosos deixaram de ter acesso prioritário a programas de segurança e proteção estatal.

A Christian Solidarity Worldwide informou que, desde dezembro de 2024, ao menos 11 líderes religiosos foram mortos, sequestrados ou desapareceram em diferentes regiões do país.

Entre os casos citados pela entidade está o do pastor José Otoniel Ortega, morto a tiros por homens armados durante uma comemoração de Ano Novo.

Outro episódio mencionado envolve a descoberta de uma vala comum com restos mortais de oito líderes religiosos e sociais. Segundo o Ministério Público colombiano, as vítimas teriam sido assassinadas por integrantes da Frente Armando Ríos, grupo ligado às extintas FARC.

As autoridades afirmam que os seis homens e duas mulheres foram convocados para uma reunião pelo grupo armado, que investigava suspeitas sobre a atuação de uma facção rival na região.

Organizações de direitos humanos e representantes religiosos afirmam que líderes cristãos frequentemente se tornam alvo de grupos criminosos por exercerem influência comunitária e defenderem pautas relacionadas à paz, justiça social e liberdade religiosa.

A campanha da Christian Solidarity Worldwide também está vinculada a uma petição que deverá ser entregue ao vencedor das eleições presidenciais colombianas previstas para 31 de maio.

A diretora de advocacia e líder da equipe das Américas da entidade, Anna Lee Stangl, afirmou que o país voltou a registrar níveis elevados de violência nos últimos anos.

“Nos últimos dois anos, a Colômbia retornou a níveis de violência que lembram os dias mais sombrios do conflito interno que assola o país há décadas”, declarou, conforme informado pelo portal The Christian Post.

Segundo Stangl, líderes religiosos passaram a ser vistos como obstáculos por organizações criminosas armadas. “Como vozes de paz, justiça e liberdade em suas comunidades, os líderes religiosos são alvos óbvios para os grupos armados ilegais e criminosos que continuam a espalhar o medo por todo o país”, afirmou.

Ela também defendeu que o próximo governo colombiano priorize políticas de proteção voltadas a comunidades religiosas e retome mecanismos oficiais de segurança para esses líderes.





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