Confira as propostas dos presidenciáveis para a educação

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Confira as propostas dos presidenciáveis para a educação


A educação é um dos temas de destaque nos planos de governo dos candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. Mas as propostas apresentam diferenças na forma de abordar o papel da escola, o financiamento e a formação dos estudantes.

Lula considera a educação um instrumento de transformação e mobilidade social. Entre as propostas, estão a construção de creches e pré-escolas, a valorização dos professores, a ampliação do ensino em tempo integral e o aprimoramento de programas como o Pé-de-Meia, voltado à permanência dos jovens no ensino médio.

Já Flávio Bolsonaro insere a educação para o fortalecimento das famílias e a preparação para o mercado de trabalho. O candidato defende uma escola que, segundo ele, ensine sem doutrinação e respeite os valores dos pais.

Entre as propostas de Flávio estão a reformulação do ensino técnico para aproximar escolas e empresas, a expansão das escolas cívico-militares, tira a gestão escolar das secretarias de Educação. O plano também prevê a criação de um voucher-creche, destinado às famílias quando não houver vagas na rede pública. A proposta, porém, não detalha a origem dos recursos para financiar o benefício.

Na educação infantil, Lula pretende dar continuidade à construção de 3.562 creches e pré-escolas em 2.360 municípios, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento, o Novo PAC. O plano também prevê mais recursos para estados e municípios e a retomada de obras de escolas, creches e quadras esportivas.

A inclusão digital também aparece nas duas propostas, mas com abordagens diferentes. Flávio Bolsonaro promete levar robótica, e internet às escolas, além de preparar os estudantes para o uso de novas tecnologias e o empreendedorismo.

Lula, por sua vez, propõe universalizar a conectividade das escolas brasileiras, com internet de qualidade e foco na inclusão e na cidadania digital. Segundo o plano, a ampliação do acesso deve contar com recursos do Novo PAC.

Na alfabetização, o Brasil alcançou, em 2025, 66% de crianças alfabetizadas no final do segundo ano do ensino fundamental, superando a meta prevista que era de 64%.

Entre 2020 e 2022, no governo do então presidente Jair Bolsonaro, a pandemia de covid-19 provocou um impacto severo na educação.  Em novembro de 2020, durante o governo do PL, de acordo com o Unicef, mais de 5 milhões de crianças e adolescentes de seis a 17 anos não tinham acesso à educação no país. Desse total, 40% tinham entre seis e dez anos.

Com informações da Agência Brasil que publica neste segundo turno das eleições o comparativo dos planos de governo dos candidatos à presidência.




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