Ao menos 31 ataques com explosivos foram registrados no sudoeste da Colômbia nos últimos dias de abril, atingindo os departamentos de Cauca, Valle del Cauca e Nariño. As ações tiveram como alvo forças de segurança, infraestrutura e civis, resultando em mortes, feridos e restrições à circulação.
O caso mais grave ocorreu na rodovia Pan-Americana, no município de Cajibío, onde uma explosão deixou ao menos 20 mortos e mais de 48 feridos, entre eles menores de idade. Horas antes, um drone com explosivos atingiu um radar aéreo na mesma região.
Outros ataques também deixaram feridos, incluindo moradores indígenas. Autoridades colombianas atribuem a sequência de ações a grupos armados dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Os episódios ocorrem semanas antes das eleições presidenciais e ampliam a preocupação com a segurança da população civil.
A escalada da violência impactou comunidades religiosas na região. Um pastor identificado como Saulo, que atua como voluntário da Portas Abertas na Colômbia, relatou mudanças na rotina das comunidades. “Esses ataques restringiram a circulação. As pessoas ficaram em casa por medo. Existe uma pressão constante”, afirmou.
Em algumas localidades, igrejas alteraram horários de culto. Em áreas rurais consideradas mais vulneráveis, congregações suspenderam atividades presenciais. Líderes religiosos relatam que o risco permanece mesmo após o período mais crítico.
No início de abril, uma ameaça de bomba bloqueou uma estrada enquanto um grupo de jovens retornava de um acampamento. Em diferentes regiões, líderes também enfrentam restrições de acesso a comunidades e relatam pressões para influenciar o voto de moradores.
Pastores de áreas rurais de Cauca informaram ainda que atividades foram reduzidas por questões de segurança. A presença de grupos armados em regiões afastadas tem imposto um ambiente de coerção e vigilância, afetando comunidades que não seguem orientações impostas por essas organizações.



