O senador Magno Malta (PL-ES) registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal após ser acusado de agressão física por uma auxiliar de enfermagem. O caso teria ocorrido durante o período em que ele está internado no Hospital DF Star.
No documento, o parlamentar negou ter praticado qualquer agressão deliberada e solicitou a abertura de investigação. Ele pediu a preservação de imagens de câmeras de segurança, a oitiva de profissionais que estavam presentes no atendimento, além da requisição do prontuário médico, realização de exame de corpo de delito e eventual perícia em objetos relacionados ao caso, como óculos que teriam sido danificados.
Magno Malta está internado desde quinta-feira, 30 de abril, após sofrer um mal súbito. Durante o atendimento, passou por um exame de angiotomografia, quando houve extravasamento de contraste no braço direito. Segundo o relato, o episódio provocou dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular.
Durante sessão do Congresso Nacional que analisava veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), comentou o caso e afirmou que o senador não sofreu infarto.
No boletim de ocorrência, Magno Malta descreveu sua reação durante o atendimento. “Em razão do quadro clínico, da dor aguda e do uso de medicação, o comunicante apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado, sem, contudo, praticar qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”, declarou. Ele também afirmou ter sido surpreendido com o registro policial em seu desfavor. “O comunicante relata que foi surpreendido com o registro de ocorrência policial em seu desfavor, no qual lhe foi imputada a prática de agressão física contra técnica de enfermagem, fato que não corresponde à realidade”.
O senador sustentou ainda que não houve intenção de agressão. “Esclarece que não houve qualquer conduta dolosa ou agressão deliberada, sendo eventual reação decorrente exclusivamente do estado de dor intensa no momento da intercorrência médica”, afirmou no documento.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar voltou a negar as acusações e questionou a motivação do caso. “O que aconteceu foi absolutamente alguma coisa armada, programada, numa tentativa de destruir reputação”, disse.
Ele também relacionou o episódio a acontecimentos políticos recentes. “Depois de tudo o que aconteceu, com a derrota do (Jorge) Messias e com a dosimetria, essa percepção, para mim, nada mais é do que uma guerra espiritual”, afirmou.
O senador declarou que nunca agrediu qualquer pessoa. “A minha vida foi defender crianças, defender mulheres, uma vida de luta e de respeito”, disse.
Ao final, afirmou que renunciaria ao mandato caso surjam provas das acusações. “Eu vou renunciar ao meu mandato de vergonha, vou enfiar minha cara no chão, com vergonha das minhas filhas e das minhas netas, porque eu não sou homem disso e jamais fiz isso de que estou sendo acusado”, declarou. “Essa é uma calúnia deslavada. Se aparecer essa imagem, eu garanto a vocês: eu renuncio ao meu mandato”.



