Brasileira processa empresa de MrBeast por assédio




MrBeast e Lorrayne Mavromatis
Richard Shotwell/Invision/AP e Instagram
A brasileira Lorrayne Mavromatis fez uma postagem em suas redes sociais na quarta-feira (22) relatando ter sofrido assédio sexual e moral na empresa de MrBeast.
“Nos últimos 3 anos, eu trabalhei na MrBeast Industries. Eu havia passado mais de uma década estudando essa indústria, entendendo-a de dentro para fora. Eu estava genuinamente, profundamente orgulhosa de ter a oportunidade de trabalhar ao lado de alguns dos melhores do setor”, diz Lorrayne, no início da postagem.
“Eu era uma das poucas mulheres no alto escalão executivo e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra — apenas para ficar ali e assistir um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma rodada de aplausos”, completou.
“Mandaram eu calar a boca na frente de toda a minha equipe”.
Ela disse ainda que foi obrigada a comparecer, sozinha, em reuniões privadas na casa do CEO empresa.
“Em uma sala no andar de cima, iluminada apenas por um abajur lateral e tive que escutar o quanto atrante e bonita eu era”.
Após 3 anos trabalhando nas empresas do MrBeast Industries, Lorrayne contou que engravidou, mas o que “deveria ser um momento mágico e feliz foi imediatamente substituído por medo”.
“Será que ainda terei um emprego? Ainda serei capaz de sustentar minha família?”
Eu tinha uma licença-maternidade aprovada e assinada pelo RH e concordei que trabalharia até o meu último dia de gravidez. Eu disse:
“Enquanto eu estiver em trabalho de parto a caminho do hospital, eu ligarei para vocês. E é aí que quero que minha licença comece”.
“No papel, parecia lindo, mas na realidade, não significava nada. Eu estava no hospital em trabalho de parto em uma reunião de equipe; uma semana após o parto, ainda me recuperando, privada de sono, emocional e fisicamente exausta, eu já estava de volta ao trabalho.”
“Minha filha acabou de completar um ano. E quando olho para trás, para aqueles primeiros meses, e percebo que perdi o tempo de vínculo com o meu bebê, perdi os primeiros momentos dela — seu primeiro sorriso, sua primeira risada — isso me machuca de formas que eu nem consigo expressar. Esses momentos não esperam por você. Eles acontecem e, depois, se vão”
Lorrayne comentou ainda que não teve a chance de se recuperar, tanto física quanto mentalmente. “Tudo isso foi tirado de mim. Nunca poderei recuperar isso.”
“Hoje estou tomando medidas legais. Por todas as mulheres que enfrentaram medo no ambiente de trabalho, que foram levadas a acreditar que precisam escolher entre seus filhos ou suas carreiras. Por cada mulher que foi silenciada. Tentaram me silenciar o suficiente — mas chega.”
Lorrayne Mavromatis
Reprodução/Instagram



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