Missões de observação do Brasil e do exterior concluíram que o primeiro turno das eleições foi transparente, seguro e bem conduzido pela Justiça Eleitoral.

Os relatórios preliminares, divulgados nesta semana, destacaram a segurança da urna eletrônica e a transparência da votação. Além disso, a OEA, Organização dos Estados Americanos, e o Carter Center, organização americana de direitos humanos e observação eleitoral, já anunciaram que estarão no país também no segundo turno.
Seis organismos estrangeiros acompanharam a votação de domingo (4): as entidades já citadas OEA e Carter Center, e também o Parlamento do Mercosul, a Liga dos Estados Árabes, a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a rede eleitoral dos países de língua portuguesa.
Entidades brasileiras, como a ONG Transparência Eleitoral e universidades públicas e privadas também participaram.
A missão da OEA, que teve a maior delegação do bloco já enviada ao país, reuniu 91 observadores de 23 nacionalidades. Eles visitaram 831 seções no Distrito Federal e em 22 estados, e concluíram que a votação transcorreu sem incidentes graves.
Os especialistas também verificaram que a totalização dos votos funcionou sem interrupções, mesmo quando o portal de resultados ficou temporariamente sem atualização.
O Parlasul apontou a solidez técnica da urna eletrônica e as várias camadas de verificação, abertas à fiscalização de partidos e da sociedade civil.
Para o Carter Center, o investimento em tecnologia garantiu uma votação robusta e inclusiva, com resultados divulgados poucas horas após o encerramento. Já os observadores lusófonos afirmaram que nada colocou em dúvida a autenticidade da apuração.
Entre os grupos brasileiros, o núcleo de estudos de direito internacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mobilizou 103 observadores em 17 estados e não identificou ocorrências capazes de comprometer o voto.
Os relatórios trazem ainda sugestões de melhoria, como mais acessibilidade, segurança jurídica e regras para a comunicação digital das campanhas.



