Mãe chega a acordo judicial após aborto com complicações


Uma mãe de Indiana alcançou um acordo com um médico de Illinois após alegações de complicações durante um aborto. A mulher, identificada como “Jane Doe”, alegou que parte do feto foi deixada em seu corpo após o procedimento.

O que aconteceu

Jane Doe, uma mulher de 32 anos e mãe de quatro filhos, processou o Dr. Keith Reisinger-Kindle e sua clínica, Equity Clinic, em março de 2025. Ela alegou que sofreu um aborto mal sucedido quando estava com aproximadamente 22 semanas de gestação, em abril de 2023. Doe buscou danos superiores a 50 mil dólares.

O aborto ocorreu em 1º de abril de 2023, e a mulher retornou à clínica no dia seguinte. Documentos judiciais indicam que, após o procedimento, a clínica afirmou que o aborto estava completo, mas um especialista testemunhou que a mulher entrou em contato com a clínica no dia seguinte, relatando complicações.

Acordo e consequências

Doe e Reisinger-Kindle chegaram a um acordo em 8 de julho de 2026. Registros judiciais mostram que uma moção acordada para encerrar o caso foi apresentada em 24 de julho e aprovada em 3 de agosto. O Departamento de Regulamentação Financeira e Profissional de Illinois multou Reisinger-Kindle em 5 mil dólares em uma ação disciplinar, devido a falhas na avaliação da paciente antes do procedimento, que resultou em hospitalização por complicações.

O médico, que anteriormente trabalhou no Women’s Med Center em Dayton, Ohio, fundou a Equity Clinic em 2022, após a revogação da decisão Roe v. Wade. Ele permanece como diretor médico da clínica.

Contexto do caso

Jane Doe já havia passado por cinco gestações antes do aborto, tendo dado à luz quatro vezes e sofrido um aborto espontâneo. O caso destaca as preocupações sobre a segurança e a regulamentação de procedimentos de aborto, especialmente após mudanças nas leis que afetam o acesso a esses serviços.



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