Um levantamento recente revelou que 40 crimes de ódio anticristãos foram registrados em toda a Europa durante o mês de julho. Os incidentes incluíram vandalismo, profanação de templos e até violência física direta contra fiéis.
Dados do relatório
Os dados foram documentados pelo Observatório sobre a Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa (OIDAC Europa). O órgão apontou que os ataques visaram locais de culto, símbolos religiosos, cemitérios e indivíduos devido à sua fé, acendendo um alerta sobre a segurança dessas comunidades no continente.
O relatório mensal do OIDAC Europa classificou as 40 ocorrências por tipo de hostilidade. O vandalismo liderou as estatísticas, evidenciando uma tendência contínua de danos deliberados contra o patrimônio religioso cristão. A divisão exata das ocorrências de julho aponta os seguintes registros:
- Vandalismo: 18 casos registrados.
- Ataques incendiários: 8 ocorrências.
- Profanações: 7 episódios direcionados a locais sagrados.
- Violência física: 2 agressões contra pessoas.
- Ameaças: 2 casos documentados.
- Roubo de objetos religiosos: 2 ocorrências.
- Vandalismo combinado com violência: 1 caso registrado.
Esse volume geral de ataques é idêntico ao registrado em junho, que também somou 40 incidentes, ficando ligeiramente abaixo do pico de 41 casos registrados no mês de março.
Distribuição geográfica dos crimes
A análise geográfica dos dados mostra que a Europa Ocidental concentra a maior parte dos crimes de ódio registrados no período. A Alemanha liderou a lista de nações mais afetadas, somando 15 incidentes ao longo do mês de julho. Na sequência, a França registrou 10 ocorrências, seguida pela Itália com 5 casos, o Reino Unido com 3 e a Polônia com 2 episódios. Países como Áustria, Finlândia, Irlanda, Turquia e Bósnia e Herzegovina registraram um crime de ódio anticristão cada.
Essa distribuição segue a tendência apontada no relatório anual anterior da organização, que documentou 2.211 crimes de ódio contra cristãos na Europa, com França, Reino Unido e Alemanha figurando historicamente como os países mais afetados.
Casos graves de profanação e violência
Entre as ocorrências mais graves detalhadas pelo relatório, destacam-se atos de profanação extrema de templos usando dejetos humanos ou animais. Na igreja católica St. Johann, em Bad Dürrheim, na Alemanha, um homem de 40 anos foi preso após vandalizar o local.



