Sheikh Hasina, ex-primeira-ministra de Bangladesh, anunciou que pretende retornar ao país em dezembro de 2026, mesmo enfrentando a possibilidade de pena de morte. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na Índia, onde ela vive desde que deixou Bangladesh em 2024.
Contexto do anúncio
Hasina fez o anúncio em uma coletiva de imprensa, afirmando que precisa voltar para seus apoiadores, mesmo que isso signifique enfrentar prisão ou morte. Sua saída do país ocorreu após protestos em massa que resultaram na morte de 1.400 pessoas, e ela nega qualquer responsabilidade por esses eventos.
Reações e preocupações
Bruce Allen, da FMI, comentou que a possibilidade do retorno de Hasina “realmente desestabiliza as coisas”. Ele expressou preocupação com a situação dos cristãos em Bangladesh, afirmando que, frequentemente, em momentos de agitação social, as minorias religiosas, como os cristãos, são as mais afetadas pela violência.
Atualmente, o governo do Bangladesh, liderado pelo Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), que ganhou as eleições em fevereiro, afirma que deseja proteger a liberdade religiosa. No entanto, Allen observa que o novo governo enfrenta pressão para lidar com o aumento dos preços e desafios econômicos.
O que esperar
Allen pediu orações para que o governo atual comece a se preocupar com a vida das pessoas, e não apenas com a manutenção do poder. Ele também destacou que 99% da população de Bangladesh ainda não foi alcançada pelo Evangelho, e que os plantadores de igrejas locais estão fazendo progressos, mas precisam de sabedoria para discernir entre buscadores genuínos e radicais que possam atacá-los.
Além disso, muitos vilarejos impõem restrições que proíbem a entrada de cristãos, o que representa um desafio adicional para a evangelização na região. Allen pediu orações específicas para que os cristãos consigam alcançar novas comunidades e que conexões possam ser estabelecidas.



