Esposas de pastores chineses pedem ajuda a Trump antes de cúpula


Em uma carta aberta, esposas de três pastores detidos na China pedem ao ex-presidente Donald Trump que aborde a situação de seus maridos durante a cúpula com o líder chinês Xi Jinping, marcada para setembro.

Contexto da perseguição religiosa na China

A China tem enfrentado crescente pressão sobre a liberdade religiosa, especialmente em relação às igrejas não registradas. A Maizhong Reformed Church, localizada na província de Anhui, é uma dessas congregações que tem sofrido com a repressão do governo. Desde junho de 2025, os pastores Zhang Sen e Chang Shun, juntamente com o ancião Ma Tao, foram detidos sob a acusação de “organização de encontros ilegais”.

O que aconteceu

As esposas dos pastores, Xu Chao, Li Yunyan e Li Mei, enviaram a carta a Trump no dia 5 de agosto, solicitando que ele levantasse o caso de seus maridos durante a cúpula. Os pastores estão presos há mais de um ano e enfrentaram um processo judicial que se estendeu devido a disputas sobre as evidências apresentadas. O tribunal local alegou que as atividades dos pastores, como acolher cristãos liberados de detenções administrativas e realizar casamentos, eram provas de atividades ilegais. No entanto, os advogados de defesa argumentaram que essas ações são expressões pacíficas da fé, protegidas pela constituição chinesa.

“Todos que vivem pacificamente segundo sua fé devem ser respeitados e protegidos”.

Reações das famílias e apelo internacional

Na carta, as esposas expressaram gratidão ao governo dos EUA por esforços anteriores que resultaram na libertação de outros dissidentes e prisioneiros religiosos. Elas pediram que Trump não apenas discutisse o caso de seus maridos, mas também sugeriram que ele convidasse Xi Jinping a visitar uma igreja nos Estados Unidos, na esperança de que isso ajudasse a diminuir a hostilidade do governo chinês em relação ao cristianismo.

O que esperar da cúpula entre Trump e Xi

Com a cúpula se aproximando, as expectativas são altas. A comunidade internacional observa atentamente como a questão dos direitos humanos e da liberdade religiosa será abordada. A pressão de líderes mundiais pode influenciar a postura da China em relação a seus cidadãos e à sua liberdade de crença. As esposas dos pastores esperam que a atenção dada ao caso possa resultar em uma mudança positiva.

Esse caso é um lembrete da realidade enfrentada por muitos cristãos ao redor do mundo. A oração e o apoio internacional são essenciais para fortalecer a igreja perseguida e garantir que todos possam viver sua fé livremente.



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