
Manus foi comprada pela Meta
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A China bloqueou nesta segunda-feira (27) a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta. A empresa tem raízes chinesas, mas está sediada em Singapura.
Em nota breve, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China — principal órgão de planejamento do país — informou que está proibindo a aquisição estrangeira da Manus e exigiu que todas as partes se retirassem do acordo.
A comissão não citou a Meta pelo nome. A empresa americana é dona do Facebook e do Instagram.
A decisão foi tomada pelo Escritório do Mecanismo de Trabalho para Revisão de Segurança de Investimento Estrangeiro da comissão, com base nas leis e regulamentos chineses. Ela ocorre após as autoridades chinesas anunciarem, no início deste ano, que investigariam o negócio.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em setembro de 2025.
REUTERS/Carlos Barria
A comissão não detalhou os motivos do veto.
A Meta anunciou a aquisição da Manus em dezembro — um caso incomum de grande empresa de tecnologia americana comprando uma companhia de IA com fortes vínculos com a China. O acord0m várias etapas, o que ampliaria as ofertas de IA nas plataformas da Meta.
A Meta havia afirmado que não haveria “nenhum interesse de propriedade chinesa” na Manus após o fechamento do negócio, e que a startup encerraria seus serviços e operações na China.
Ainda assim, em janeiro, o governo chinês anunciou que investigaria se a aquisição estaria em conformidade com suas leis e regulamentos.
O Ministério do Comércio da China declarou, na época, que qualquer empresa envolvida em investimentos no exterior, exportação de tecnologia, transferência de dados e aquisições transfronteiriças deve cumprir a legislação chinesa.
A Meta havia informado que a maioria dos funcionários da Manus estava baseada em Singapura.
Em resposta, a Meta afirmou que a transação “cumpriu integralmente as leis aplicáveis” e disse esperar “uma resolução adequada para a investigação”.
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China bloqueia aquisição da startup de IA Manus pela Meta



