As Forças de Defesa de Israel (FDI) comunicaram, na terça-feira (21), que estão empenhadas em prestar assistência à população libanesa da localidade afetada para que a imagem sacra de Jesus que foi alvo de depredação por um militar israelense seja devidamente substituída por uma nova peça.
Horas antes, fontes oficiais já haviam confirmado a aplicação de sanções disciplinares tanto ao combatente que avariou um crucifixo no sul do território libanês quanto ao indivíduo que efetuou o registro fotográfico da ação ilícita.
A cúpula militar israelense determinou o afastamento imediato da dupla das funções operacionais na linha de frente. Adicionalmente, os dois militares foram sentenciados a um período de 30 dias de encarceramento disciplinar.
“As Forças de Defesa de Israel manifestam seu mais sincero pesar pelo lamentável incidente ocorrido”, declarou a corporação por meio de nota oficial. “E fazem questão de sublinhar que o escopo de suas operações no Líbano circunscreve-se, única e exclusivamente, ao enfrentamento da organização terrorista Hezbollah e de outros agrupamentos congêneres, jamais tendo como alvo a população civil libanesa.”
O alto-comando convocou outros seis integrantes da tropa que, embora estivessem nas proximidades do ocorrido, não intervieram para coibir a conduta inapropriada nem comunicaram o fato à cadeia de comando. Esses militares foram chamados a prestar depoimentos formais. Após a oitiva de cada um, a corporação deliberará acerca da imposição de eventuais penalidades complementares.
Relembre a cronologia do caso e a reação das autoridades
As FDI reconheceram oficialmente a autenticidade da imagem que circulou nas redes sociais, na qual se vê um soldado de Israel destruindo uma estátua de Jesus Cristo em uma área do sul libanês.
A alta cúpula militar classificou publicamente o episódio, ainda no último domingo (19), como “extremamente grave”. O comando israelense foi taxativo ao afirmar que a postura adotada pelo militar configura uma violação flagrante dos princípios e valores que se espera ver internalizados no seio das tropas.
O Exército de Israel sentenciou à pena de 30 dias de detenção os dois militares diretamente responsáveis pela avaria do monumento cristão. No mesmo comunicado, as FDI informaram que outros seis soldados que testemunharam a cena sem esboçar qualquer reação contrária ou comunicar os superiores estão sujeitos a medidas disciplinares a serem definidas após a conclusão das investigações internas.
O informe oficial acrescenta que as FDI providenciaram a substituição da imagem vandalizada, a qual se encontrava originalmente instalada no vilarejo de Debel, povoado de composição majoritariamente cristã.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, externou seu estado de “consternação e tristeza” diante dos fatos, enfatizando que exigiu das instâncias militares a adoção de “providências disciplinares de natureza rigorosa e exemplar” em desfavor dos transgressores.
Conforme o depoimento prestado pelo sacerdote responsável pela paróquia de Debel, identificado como Fadi Falfel, à agência de notícias Reuters, a peça destruída integrava um pequeno oratório situado no jardim da residência de uma família que habitava a aldeia.
De acordo com a testemunha, a estátua foi golpeada com o uso de uma marreta por um dos militares, enquanto um segundo soldado se ocupava de filmar toda a sequência da ação delituosa. Com: Oeste e Pleno News.



