O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, defendeu nesta quinta-feira, 19 de março, a adoção de medidas mais rígidas na área de segurança pública. Entre as propostas apresentadas estão a castração química para condenados por estupro e a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos.
A declaração foi feita durante evento promovido pelo Lide, no Rio de Janeiro, com participação do secretário de Polícia Civil do estado, Felipe Curi. Durante a palestra, o senador argumentou que adolescentes nessa faixa etária já têm consciência dos atos cometidos. — Hoje, um moleque dessa idade sabe exatamente o que está fazendo e quais são as consequências — afirmou.
Sobre a castração química, Flávio Bolsonaro citou experiências internacionais. — Tem de ter castração química para estuprador. Isso já se mostrou eficaz, por exemplo, em países da Europa, onde mais de 90% dos criminosos, depois de passarem pelo procedimento, não reincidem — declarou.
O senador também defendeu a sanção do chamado Projeto de Lei Anti-Facção, destacando que a proposta pode endurecer o sistema penal. Segundo ele, a medida ajudaria a reduzir o que classificou como “porta giratória” da Justiça criminal, aumentando o tempo de permanência de condenados considerados violentos no sistema prisional.
Durante o evento, Flávio Bolsonaro associou segurança pública ao ambiente econômico. Ele afirmou que a criminalidade e a insegurança jurídica impactam diretamente investimentos e geração de empregos, especialmente em regiões sob influência do crime organizado. O senador citou áreas urbanas com potencial econômico que, segundo ele, enfrentam limitações devido ao controle territorial exercido por grupos criminosos.
O pré-candidato também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar a análise de projetos de lei na área de segurança. — Há grandes chances de ele escolher o lado dos criminosos, e não do cidadão de bem — disse, ao mencionar o prazo para sanção ou veto de propostas legislativas.
Em outro momento, Flávio Bolsonaro criticou o governo federal, classificando-o como “atrasado” e “incompetente”. De acordo com a revista Oeste, ele também fez referência ao uso de tecnologia, ao afirmar que há desconhecimento sobre o potencial da inteligência artificial.
Ainda durante o encontro, o senador abordou articulações políticas no Paraná. Ele confirmou apoio à candidatura do senador Sergio Moro ao governo estadual, após informações de que o governador Ratinho Junior deverá ser lançado como pré-candidato à Presidência pelo PSD. Segundo Flávio, a decisão foi tomada com base no cenário partidário e nas definições políticas em andamento.



