Devoradores de Estrelas reflete mensagem de João 15; Veja trailer


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Ryan Gosling, protagonista e produtor de Devoradores de Estrelas, afirmou que seu envolvimento com o filme não se limitou a participar de uma ficção científica épica inspirada em um livro: sua motivação era fazer um filme que seus próprios filhos pudessem assistir.

“Acho que foi muito importante para mim”, disse o ator vencedor do Oscar. [Minha esposa] Eva e eu procuramos filmes que possamos assistir com toda a família, e achamos difícil encontrar”.

Gosling, que tem duas filhas com a atriz Eva Mendes, disse que a busca por filmes para toda a família que ainda assim agradassem aos adultos o ajudou a se interessar pela adaptação de Devoradores de Estrelas, o livro best-seller de 2021 de Andy Weir.

“Obviamente, fazer filmes é um negócio de família, mas nós também queremos ir ao cinema”, disse o ator de Blade Runner 2049. “E é difícil encontrar algo que agrade a todos nós, principalmente se não for animação”.

Além de ser divertido, Gosling disse que o filme, dirigido pelos criadores de Homem-Aranha no Aranhaverso, Phil Lord e Christopher Miller, traz temas que ele espera que seus filhos e o público em geral possam assimilar.

“Há algo tematicamente que você quer mostrar aos seus filhos”, disse ele. “E acho que isso não foi apenas escapismo”.

Adaptado para o cinema por Drew Goddard, que recebeu uma indicação ao Oscar pela adaptação do romance de ficção científica anterior de Weir, Perdido em Marte, o filme acompanha Ryland Grace (Gosling), um professor de ciências do ensino fundamental que acorda sozinho a bordo de uma nave espacial sem se lembrar de como chegou lá.

À medida que suas memórias retornam lentamente, Grace descobre que foi enviado em uma missão desesperada para impedir uma ameaça cósmica que está drenando a energia do sol e colocando em risco a vida na Terra.

Ao longo do caminho, ele forma uma amizade improvável com um alienígena a quem dá o nome de Rocky, uma relação que acaba se tornando fundamental para a sobrevivência da humanidade.

O filme tem uma fotografia belíssima, filmado inteiramente sem telas verdes, com um orçamento de US$ 200 milhões de dólares. Mas, segundo o protagonista, a força da história reside na sua mensagem sobre coragem, curiosidade e a capacidade humana de resolver problemas.

“Houve uma reação emocional muito forte ao livro e agora ao filme”, disse ele. “Parece que é mais do que apenas a história. A história é incrível. É épica. Você viaja para outra galáxia, faz amizade com um alienígena, salva o mundo. Quer dizer, é tão épico quanto possível e tão cinematográfico quanto se pode ser”.

“Acho que Andy oferece essa oportunidade de deixar de lado o medo do futuro e passar a encará-lo mais como algo a ser descoberto”, acrescentou Gosling, segundo o The Christian Post.

Nos últimos anos, observou ele, o público ficou saturado de narrativas distópicas que retratam o futuro como sombrio e inevitável, avalia o ator: “Estamos tão saturados desses cenários apocalípticos, futuros distópicos, que eles parecem inevitáveis”.

“Acho que o que ele fez foi nos lembrar que não se trata de escapismo. No fim das contas, parece um lembrete do que somos capazes como seres humanos. Que somos capazes de coisas incríveis”, acrescentou. “Essa é a nossa essência”, acrescentou.

A mensagem central do filme reside na exploração do sacrifício, na disposição de se doar por algo maior, refletindo João 15.13: “Ninguém tem maior amor do que este: dar a vida pelos seus amigos”. O filme retorna repetidamente à ideia de arriscar tudo por outra pessoa, particularmente através do vínculo entre Grace e Rocky.

Gosling enfatizou que o tema parece especialmente relevante em um momento cultural que, segundo ele, às vezes privilegia o individualismo em detrimento da responsabilidade coletiva. A história, disse ele, lembra ao público o que a humanidade pode alcançar quando as pessoas escolhem a cooperação em vez do interesse próprio.

“O que foi tão comovente nisso tudo foi a ideia de transformar o medo em curiosidade”, disse Gosling. “Transformar a ansiedade em curiosidade. Não deixe de ter medo, perceba que você é capaz de grandes coisas”.

“Percebam que a humanidade é capaz de grandes feitos”, acrescentou Gosling. “Já resolvemos grandes problemas antes. Continuaremos a fazê-lo. O futuro não deve ser temido”, disse ele. “É algo que precisamos desvendar”.

Gosling também se identificou pessoalmente com o papel de Ryland Grace como professor e mentor. Antes de ser recrutado para a missão interestelar, Grace trabalhava como professor de ciências do ensino fundamental, uma mudança de carreira que fez após enfrentar críticas da comunidade científica.

Os instintos de cuidado do personagem se manifestam não apenas em sua sala de aula, mas também em seu relacionamento com Rocky, com quem Grace gradualmente aprende a se comunicar e em quem confia. Gosling disse que sua própria experiência como pai ajudou a moldar sua abordagem ao papel.

O personagem, observou o ator, passa grande parte do filme aterrorizado, uma reação que Gosling disse parecer totalmente realista, dadas as circunstâncias: “O personagem está apavorado. Como você estaria. … Na verdade, eu estava apavorado durante as filmagens”.

Mas o que mais lhe interessou, disse ele, foi como Grace reage depois que o medo passa, acrescentando: “O que acontece depois do pânico? Você o supera e começa a trabalhar. Começa a resolver as coisas”.

Essa mudança do medo para a ação é o que Gosling acredita ser o que faz com que a narrativa de Weir ressoe com tantas pessoas: “Acho que Andy é um roteirista especial”, disse ele. “Muitos filmes se concentram no pânico. Acho que ele começa suas histórias depois disso. Tipo, ‘Ok, mas o que fizemos a respeito?’”.

Essa mentalidade, acrescentou Gosling, confere a Devoradores de Estrelas seu tom esperançoso. Em vez de se deter na catástrofe, o filme celebra a curiosidade, a resiliência e a capacidade de pessoas comuns superarem desafios extraordinários: “É uma lembrança do que somos capazes. E isso é algo muito poderoso para transmitir”, concluiu.

Devoradores de Estrelas recebeu classificação indicativa de 14 anos no Brasil. A estreia acontece no dia 19 de março.





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