Dólar opera em alta com petróleo no radar e atenção à inflação dos EUA; Ibovespa recua




Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta quarta-feira (11), avançando 0,18% por volta das 10h45, sendo negociado a R$ 5,1661. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,05%, aos 184.673 pontos.
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▶️ Os preços do petróleo voltaram a subir, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. O movimento ocorre após novas ameaças envolvendo o transporte de petróleo na região, o que aumenta as preocupações do mercado com possíveis interrupções no abastecimento global.
Por volta das 9h40 GMT (6h40 em Brasília), o barril do WTI — referência nos EUA — avançava 5,91%, a US$ 88,38. Já o Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, cotado a US$ 92,23.
▶️ A alta ocorre após uma forte queda registrada na véspera, quando os preços do petróleo despencaram mais de 11% — a maior baixa percentual em um único dia desde 2022. O recuo veio depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã poderia terminar em breve.
▶️ Para tentar reduzir os riscos de falta de oferta, países também discutem liberar parte de seus estoques emergenciais. Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende disponibilizar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE), que solicitou aos países membros a liberação de cerca de 400 milhões de barris.
▶️ Nos Estados Unidos, investidores analisam os novos dados de inflação divulgados hoje. O índice de preços ao consumidor (CPI) mostrou que os preços subiram 0,3% em fevereiro, após alta de 0,2% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 2,4%, repetindo o ritmo do mês anterior e dentro do que já era esperado por analistas.
▶️ No Brasil, a Raízen anunciou que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, em meio a negociações com credores para renegociar dívidas e reforçar o caixa da empresa.
▶️ Ainda por aqui, a agenda inclui uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026 será divulgada nesta quarta-feira. O levantamento também avalia os efeitos recentes do Caso Master sobre a confiança no Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,66%;
Acumulado do mês: +0,44%;
Acumulado do ano: -6,05%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,28%;
Acumulado do mês: -2,83%;
Acumulado do ano: +13,85%.
Vai e vem do petróleo
Os preços do petróleo continuam abaixo do pico registrado no início da semana, quando chegaram perto de US$ 120 por barril. Naquele momento, o mercado reagia ao temor de que a guerra envolvendo o Irã pudesse se prolongar e afetar o transporte de petróleo e gás natural pelo mundo.
Essas mudanças de preço têm repercutido nos mercados financeiros. Investidores acompanham o risco de interrupções no fornecimento de energia, o que poderia pressionar ainda mais as cotações.
Na manhã desta quarta-feira, o petróleo voltou a subir.
O barril do Brent, usado como referência internacional, subia 2,6%, para US$ 89,99. Já o tipo WTI — referência nos EUA — avançava cerca de 2,8%, para US$ 85,76. Mais cedo, ambos chegaram a registrar altas superiores a 5%.
A tensão na região continua elevada. O governo dos Estados Unidos afirmou ter destruído mais de uma dúzia de embarcações iranianas que seriam usadas para lançar minas no mar.
Em resposta, o Irã declarou que pretende bloquear as exportações de petróleo na região e disse que não permitirá que “nem um único litro” seja enviado a seus inimigos.
Analistas apontam que um dos principais focos de preocupação é o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica por onde passa uma parte relevante do petróleo transportado no mundo.
A possibilidade de ataques ou ameaças a navios que cruzam a área pode dificultar o fluxo da commodity — como é chamado o petróleo no mercado internacional.
Segundo economistas, o desafio para os governos será garantir que o petróleo continue circulando por essa rota ou por caminhos alternativos. Caso o transporte seja interrompido por um período prolongado, os preços podem voltar a subir.
Especialistas também afirmam que a liberação de reservas estratégicas — estoques mantidos por países para situações de emergência — pode ajudar a reduzir a pressão no curto prazo. Ainda assim, a medida não resolve o problema se o conflito continuar afetando o abastecimento global.
Nesta quarta-feira, a Alemanha informou que pretende liberar parte de suas reservas após um pedido da Agência Internacional de Energia (AIE).
A organização solicitou que países membros disponibilizem, ao todo, cerca de 400 milhões de barris.
Segundo o governo alemão, depois da autorização, as primeiras entregas devem levar alguns dias para começar.
Ao mesmo tempo, os EUA têm defendido a manutenção da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz.
A guerra tem dificultado o tráfego na região, localizada na costa do Irã, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo transportado diariamente no mundo.
Agenda econômica
Preços ao consumidor nos EUA
Os preços ao consumidor nos EUA subiram em fevereiro, em um movimento que reflete, entre outros fatores, o aumento recente dos custos de energia.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS) e vieram dentro do que já era esperado por analistas.
Na comparação com janeiro, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% em fevereiro, após ter subido 0,2% no mês anterior. Em 12 meses, a alta foi de 2,4%, repetindo o ritmo observado em janeiro.
Entre os componentes que mais influenciaram o resultado, o custo de moradia registrou aumento de 0,2% no mês e foi o principal responsável pela alta do índice geral.
Os preços dos alimentos também subiram, com avanço de 0,4%, enquanto o grupo de energia registrou aumento de 0,6%.
Parte dessa pressão está ligada ao aumento do preço dos combustíveis. Desde o fim de fevereiro, quando começou a escalada do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, o preço da gasolina nos postos subiu mais de 18%, chegando a US$ 3,54 por galão, segundo dados do grupo AAA, que acompanha o mercado de combustíveis no país.
O avanço está relacionado à alta recente do petróleo no mercado internacional, em meio ao risco de interrupções no fornecimento global de energia.
Os preços da commodity chegaram a ultrapassar US$ 100 por barril antes de recuarem na terça-feira, depois que o presidente Donald Trump afirmou que a guerra poderia terminar em breve.
Outro fator que continua influenciando a inflação é o repasse gradual das tarifas comerciais adotadas pelo governo Trump com base em uma lei destinada a situações de emergência nacional.
Essas medidas acabaram sendo posteriormente derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos, mas seus efeitos ainda aparecem em alguns preços.
Quando são excluídos itens mais sujeitos a variações rápidas, como alimentos e energia, o chamado núcleo da inflação subiu 0,2% em fevereiro, após avanço de 0,3% em janeiro. Em 12 meses, esse indicador acumulou alta de 2,5%, repetindo o ritmo observado no mês anterior.
Segundo analistas, a desaceleração mensal desse núcleo foi influenciada principalmente pela queda nos preços de veículos usados e por aumentos menores nos aluguéis.
Os dados são acompanhados de perto pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que usa outro indicador de inflação — o índice PCE — como referência para sua meta de 2%. No momento, a expectativa do mercado é de que a instituição mantenha a taxa de juros na próxima reunião.
Mercados globais
Os mercados financeiros ao redor do mundo operam com atenção redobrada nesta quarta-feira, em meio às incertezas provocadas pela guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e aos possíveis efeitos do conflito sobre os preços da energia e o crescimento da economia global.
Em Wall Street, investidores também acompanham a divulgação de novos dados de inflação, que mostraram que os preços ao consumidor subiram em fevereiro dentro do esperado.
Antes da abertura das bolsas em Nova York, os principais índices indicavam leve alta. Os contratos futuros do S&P 500, do Dow Jones e da Nasdaq avançavam cerca de 0,1%.
Na Europa, porém, o clima era de cautela.
As bolsas do velho continente operavam em queda na manhã desta quarta-feira, refletindo as preocupações dos investidores com os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a economia.
Por volta das 10h (horário de Brasília), o índice europeu Stoxx 600 recuava 0,54%. Entre os principais mercados da região, o DAX, da Alemanha, caía 0,8%, enquanto o CAC 40, da França, recuava 0,3%. Em Londres, o FTSE 100 também registrava queda de 0,8%.
Na Ásia, onde os mercados já encerraram o pregão, o desempenho foi misto.
Parte das bolsas fechou em alta, enquanto outras registraram pequenas quedas, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante do cenário internacional.
O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,2%, encerrando o dia em 25.898,76 pontos. Já o índice de Xangai, na China, subiu 0,3%, para 4.133,43 pontos.
No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,4%, fechando em 55.025,37 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi também terminou o dia em alta de 1,4%, aos 5.609,95 pontos, após ter chegado a subir mais de 3% durante o pregão.
Notas de real e dólar
Amanda Perobelli/ Reuters
*Com informações da agência de notícias Reuters.



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