Pelo menos 16 policiais que faziam a segurança do contraventor Rogério de Andrade foram detidos, nesta terça-feira (10), durante uma operação do Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Ao todo, foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro e integrantes do núcleo de segurança ligado a ele, que atuava principalmente na região de Bangu, na Zona Oeste do Rio. As ordens judiciais são cumpridas com o apoio das próprias polícias Militar e Civil.
Entre os acusados, estão 18 agentes da Polícia Militar e Penal, tanto da ativa quanto aposentados, além de um policial civil inativo, que teria sido recrutado pelo grupo quando ainda estava no cargo.
Segundo o Ministério Público, os investigados eram responsáveis por garantir a segurança de áreas onde funcionavam pontos ilegais de jogos de azar. Para isso, utilizavam um esquema permanente de corrupção, que permitia o funcionamento livre dessas atividades criminosas.
Os alvos da operação vão responder por organização criminosa armada, com agravantes por envolvimento de servidores públicos e ligação com outras facções, além de corrupção ativa e passiva.
Os mandados estão sendo cumpridos em diversas cidades da Baixada Fluminense, como Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis e São João de Meriti, além de Mangaratiba e também na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
De acordo com o Ministério Público, os policiais militares denunciados estavam lotados em setores como a Subsecretaria de Gestão de Pessoas, o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas e em pelo menos sete batalhões diferentes espalhados pela cidade do Rio de Janeiro.
Rogério de Andrade é sobrinho de Castor de Andrade, considerado um dos maiores chefes do jogo do bicho no Rio e patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. Castor morreu em 1997, vítima de doença cardíaca.



