Estônia, Letônia e Lituânia e se tornam assim os últimos países da União Europeia a aderir ao sistema, que também inclui a Turquia, Ucrânia e Moldávia, não pertencentes ao bloco internacional.
Fim de uma história soviética compartilhada
Por mais de cinco décadas, os países bálticos foram Estados satélites da antiga União Soviética. Uma anomalia histórica desses tempos é a rede de transmissão de energia compartilhada Brell. Ela conecta os sistemas elétricos da Rússia – incluindo seu exclave Caliningrado –, Belarus e os três países bálticos. “Brell” é um acrônimo com as iniciais desses países.
A União Soviética reconheceu a independência do Báltico em 1991. Para os países da região, uma abertura à Europa e à UE era uma meta estratégica, mas desconectar-se de toda uma rede de energia integrada leva tempo.
Todos os três se filiaram à UE e à Otan em 2004, e usam o euro como moeda oficial. Com uma população combinada de pouco mais de 6,1 milhões, são pequenos em comparação a gigantes europeus como a Alemanha, com 84,5 milhões de habitantes, ou a vizinha Polônia, com mais de 38 milhões.
Kaspars Melnis, ministro do Clima e Energia da Letônia, diz que os países bálticos são um “mercado pequeno” para a eletricidade, como um todo. O projeto de desconexão, portanto, tem muito mais a ver com “defesa, segurança energética, independência e economia”. Nesse contexto, os acontecimentos recentes na Ucrânia mostraram que “a decisão de desligar foi a correta”.
noticia por : UOL